Culinária nigeriana
Os
pratos mais famosos da culinária nigeriana são os tira-gostos que são servidos
em abundância na maioria das cidades. No interior você pode experimentar os
magníficos iogurtes feitos pelas mulheres fulani; o costume é servir em um bol
de cabaça e misturar com bolas de milho moído. A única restrição alimentar é da
água, se for tomar, prefira as engarrafadas.O prato mais típico da cozinha nigeriana é a sopa de pimentão: Um molho
picante com três pedaços de peixe ou carne de vitela ou cabra. A Água deve
tomá-la sempre engarrafadaA culinária africana combina os frutos e vegetais
tradicionais com a caça e pesca exóticas que apenas neste continente podem ser
encontradas. A África é um continente muito diverso internamente, contendo
desde o mais árido deserto às florestas subtropicais, passando pelos longos
vales até às mais elevadas cadeias montanhosas. A culinária africana reflecte,
em larga medida, a própria diversidade do continente, constituindo uma síntese
das cozinhas nativas, da gastronomia de origem colonial portuguesa, britânica e
holandesa, assim como de alguns aspectos da culinária asiática. É extremamente
difícil classificar aquilo que é a culinária africana, de tão diverso que é o
próprio continente. Entre os pratos nativos dos safaris no Quénia, as refeições
dos restaurantes de Joanesburgo, de influência francesa e britânica, o Doro Wat
Etíope, os cozidos de côco e peixe de Nairobi e os temperos de influência
portuguesa usados nas culinárias moçambicana e angolana, muitas são as
diferenças, e há apenas uma certeza: todas fazem parte do acervo culinário
africano. Na região norte de África, desde Marrocos ao Egipto, a culinária é
determinada pela predominância da religião muçulmana, com todas as restrições
impostas pelo Al-Corão. Já noutras regiões africanas, podemos encontrar
determinadas características comuns às várias culinárias nativas, como é o uso
de bolbos e tubérculos, que está para as culinárias nativas como o arroz para a
Ásia. Os pratos à base de bolbos e tubérculos mais utilizados são o Inhame e a
Mandioca, e são normalmente acompanhados de cozidos que podem conter carnes ou
vegetais. Também os frutos secos (amendoins e uma enorme variedade de
castanhas, nozes e outros frutos) parecem ser uma constante, assim como a melancia.
Na Nigéria e nas zonas costeiras da Zona Oeste africana as malaguetas são muito
utilizadas, juntamente com peixes marinados em gengibre, tomate e pimenta de
caiena, cozinhados em óleo de amendoim. No Senegal a lima é rainha, juntamente
com ingredientes como o alho, chalotas e marinadas, onde entram muitas vezes o
óleo de côco e o óleo de amendoim, assim como frutos tropicais. A culinária
Etíope é, provavelmente, a mais isolada de todas as cozinhas africanas,
contendo as mais imaculadas receitas indígenas. A carne crua é bastante usada,
sobretudo em casamentos. Um dos pratos mais conhecidos é uma variante de bife
com molho tártaro, onde se usa o Berbere, uma pasta de malagueta picante. O
Doro Wat (galinha cozida com cebola, tomate e ovos cozidos) é muito popular,
tal como a Injera (massa de pão redondo de grandes dimensões). A África do Sul
constitui um autêntico melting pot, não apenas social e étnico, mas também
culinário. Á culinária Bantu nativa, os colonizadores holandeses e britânicos
juntaram inovações como os grelhados mistos, e os franceses introduziram a
cultura da vinha. Os indianos do império colonial britânico introduziram os
curries, os dals, as sopas de lentilhas. Apenas nas regiões mais remotas e
isoladas se conseguem saborear os pratos nativos tradicionais e sem quaisquer
deturpações. Nas regiões de savana, a dieta é à base de leite, soro de leite e
coalhada, cozidos de legumes verdes, ervilhas, feijões e cereais, assim como de
inhame, mandioca e batata doce, bem como de sementes de Baobab e ovos. Na
extensa região Este de África, que inclui nações como o Quénia e o Uganda, a
influência europeia é bem menor. São também usados os bolbos e tubérculos,
assim como o sorgo. Tribos como os Masai, por exemplo, dão uma importância
extrema ao gado, sinal de riqueza e instrumento de troca. A sua carne não é
comida, mas o seu sangue e o leite são altamente apreciados. Em países como
Angola e Moçambique as influências portuguesas foram muito fortes e duradouras.
Especiarias, técnicas de assados, cozidos e marinadas, foram todas introduzidas
pelos portuguesas, que transformaram as simples culinárias nativas em pratos
aromáticos e saborosos. Os portugueses trouxeram para estes países os citrinos,
as pimentas, as malaguetas, o tomate, os ananases, bananas e o porco doméstico.
Em Moçambique é muito usado o cajú, o piripiri e pratos com malagueta.
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